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Manual das Iniciativas de Transição

Page history last edited by Christopher Ripley 10 years, 10 months ago

Como se tornar uma Cidade em Transição, um Município, Distrito, Vila, Comunidade ou mesmo uma Ilha  

 

Manual de Transição em total

 

 

Introdução 

Em resposta ao duplo desafio do Pico do Petróleo e da Mudança Climática, algumas comunidades 

pioneiras na Grã-Bretanha, Irlanda e outras localidades assumiram uma abordagem integrada e  

inclusiva para reduzir suas pegadas de carbono e aumentar sua capacidade de resistir à mudança 

fundamental que acompanhará o Pico do Petróleo.  

Este documento traz uma visão geral dessas iniciativas de transição para um futuro de baixo uso de 

energia e de níveis mais altos de resiliência comunitária.  

Este documento teve origem na Rede de Transição (Transition Network), uma instituição criada 

recentemente para que se possa edificar algo em cima do trabalho pioneiro (revolucionário) de 

Kinsale, Totnes e outras localidades que adotaram o modelo de Transição.  

Nossa missão é inspirar, informar, apoiar, formar redes e treinar comunidades que cogitem adotar e 

implementar uma Iniciativa de Transição. Estamos desenvolvendo uma grande variedade de 

materiais, cursos de treinamento, eventos, ferramentas e técnicas, recursos e uma ampla 

capacidade de apoio para ajudar essas comunidades.  

Estamos nos momentos iniciais, portanto, temos um longo caminho pela frente. Mas entendemos 

que a tarefa é gigantesca e vamos dar tudo o que podemos. Um financiamento recente de Tudor 

Trust nos deu uma estrutura sólida para nosso trabalho.  

Por que as Iniciativas de Transição são necessárias  

Os dois desafios mais difíceis para a humanidade no início deste século XXI são a Mudança 

Climática e o Pico do Petróleo. O primeiro tem boa documentação e muita visibilidade na mídia. O 

Pico do Petróleo, no entanto, ainda não foi detectado pela maioria das pessoas. Mesmo assim, o 

Pico do Petróleo - prenúncio de uma era de declínio constante na disponibilidade de combustível 

fóssil – será um desafio à estabilidade econômica e social essencial para aliviar os riscos trazidos 

pela Mudança Climática.  

As iniciativas de transição atualmente em curso na Grã-Bretanha e outros países representam a 

maneira mais promissora de engajar pessoas e comunidades em ações de longo alcance 

necessárias para aliviar os efeitos do Pico do Petróleo e da  Mudança Climática.  

Além disso, esses esforços de “relocalização” são destinados a tornar vidas mais plenas, mais 

socialmente conectadas e mais justas.  

Mais sobre o Pico do Petróleo  

Você pode não ter encontrado os princípios do Pico do Petróleo na mídia. Não deixe que isso o 

acalme levando a um falso senso de segurança. Houve um tempo em que a Mudança Climática 

sofria da mesma falta de exposição.  

O Pico do Petróleo não se refere a um esgotamento do petróleo – nunca ficaremos sem ele. Sempre 

haverá um pouco no subsolo: difícil de ser atingido ou que requeira muita energia para ser extraído. 

Reflita sobre um fato que os economistas convenientemente evitam falar: independente de quanto 

dinheiro pode-se ganhar vendendo petróleo, quando tiverem que gastar um barril de petróleo para 

extrair um barril de petróleo, a exploração, a perfuração e o bombeamento vão diminuir 

gradativamente até cessar.  

O Pico do Petróleo se refere ao fim do petróleo barato e abundante, ao reconhecimento de que a 

crescente quantidade de petróleo bombeada para nossas economias chegará a um pico e então 

inexoravelmente declinará. Refere-se à compreensão de como o nosso modo de vida industrializado 

é absolutamente dependente do sempre crescente fornecimento de petróleo barato.  

Manual das Iniciativas de Transição  

 

Desde o início do século XX, o petróleo abundante permitiu que a sociedade industrializada à base 

do carvão acelerasse maciçamente seu “desenvolvimento”. A partir de então, a cada ano tem mais 

petróleo (com exceção das duas crises de petróleo nos anos 1970, quando o Oriente Médio levou o 

mundo a uma recessão global). E, a cada ano, a sociedade aumenta sua complexidade, sua 

mecanização, sua interconexão globalizada e seus níveis de consumo de energia.  

Os problemas começam quando tivermos extraído cerca de metade do petróleo recuperável. Nesse 

ponto, a extração do produto vai encarecer (em termos de dinheiro e de energia), ele brotará mais 

lentamente e terá qualidade inferior. Nesse ponto, pela primeira vez na História, não seremos mais 

capazes de aumentar a quantidade de petróleo extraído, refinado e distribuído ao mercado. 

Nesse ponto, o fornecimento de petróleo estagnará e depois declinará, com maciças conseqüências 

para as sociedade industrializadas. Bem poucas pessoas estão prestando atenção a esse fenômeno 

e é fácil compreender por quê.  

 

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